E foi apenas a sensação de um grande vazio, aquela, que ele deixou no peito dela. No peito, na pele, na boca, na memória, que estava, agora, habitada por fragmentos de poucos momentos passados. A memória do beijo permanecia intacta. A memória do cheiro ainda a acordava a meio da noite. Mas ele não estava lá. Não estava em presença física, porque, em muitas noites, a visitou a meio do sonho. Ele também sonhava com ela, mas procurava com a água do banho matinal esquecer a memória da pele fofa e dos beijos quentes. Sentia saudade, mas mitigava-a no ginásio e adormecia com trabalho árduo pela noite dentro.
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